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RWAs e DeFi: quando ativos tradicionais encontram a blockchain

há 6 horas

Entenda as possibilidades quando ativos tokenizados passam a interagir com o DeFi

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Nos dois primeiros artigos desta série, explicamos como funciona a Robinhood Chain⤤ e como os Stock Tokens⤤ levam exposição econômica a ações e ETFs para uma infraestrutura blockchain. Agora chegamos ao ponto em que esses dois conceitos se conectam ao restante do mercado onchain.

Os RWAs são ativos do mundo real representados em blockchain, enquanto o DeFi reúne aplicações financeiras construídas com smart contracts. Quando essas duas estruturas se encontram, ativos ligados ao mercado tradicional podem começar a interagir com protocolos de negociação, crédito, liquidez e outras aplicações programáveis.

É justamente essa possibilidade que torna a tokenização muito mais interessante do que simplesmente criar uma versão digital de um ativo.

O verdadeiro potencial aparece depois da tokenização

Transformar a exposição a uma ação, título ou outro instrumento financeiro em um token é apenas o primeiro passo. A mudança mais significativa acontece quando esse token passa a fazer parte de uma infraestrutura capaz de interagir com outras aplicações.

Em uma estrutura tradicional, diferentes produtos financeiros costumam existir dentro dos sistemas das instituições responsáveis por negociá-los, custodiá-los e liquidá-los. Em blockchain, ativos compatíveis podem ser utilizados por diferentes smart contracts e protocolos.

Esse conceito é conhecido como composabilidade: diferentes peças de uma infraestrutura financeira podem ser combinadas para criar novos serviços e formas de utilização.

É isso que abre espaço para alguns dos principais casos de uso dos RWAs dentro do DeFi.

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Negociação diretamente onchain

Uma das possibilidades mais imediatas é utilizar ativos tokenizados em DEXs (exchanges descentralizadas). Nessas plataformas, as negociações são executadas por smart contracts, sem depender de uma corretora centralizada para intermediar cada operação.

Na Robinhood Chain, a Uniswap integra a infraestrutura de negociação descentralizada da rede. A própria Robinhood também prevê que Stock Tokens possam interagir com aplicações onchain, respeitando a disponibilidade do ativo e as restrições aplicáveis.

Isso significa que uma exposição relacionada ao mercado tradicional pode passar a utilizar mecanismos que até pouco tempo estavam associados principalmente a criptomoedas e stablecoins.

Ativos tokenizados como garantia

Outra possibilidade importante está nos mercados de crédito.

Em diferentes protocolos DeFi, um usuário pode depositar determinado token como garantia (collateral) para acessar outro ativo. Em vez de vender a posição original para obter liquidez, o ativo permanece depositado no protocolo enquanto serve como garantia para a operação.

Com RWAs, o mesmo conceito pode começar a ser aplicado a ativos relacionados ao mercado tradicional. A documentação da Robinhood, por exemplo, prevê a possibilidade de desenvolvedores criarem mercados de empréstimos nos quais Stock Tokens possam ser utilizados como garantia.

Isso não significa que qualquer ativo tokenizado possa ser utilizado imediatamente em qualquer protocolo. Para isso, é necessário existir suporte ao token, liquidez suficiente, dados de preço adequados e compatibilidade com as regras da aplicação e da jurisdição.

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Stablecoins conectam as diferentes partes desse mercado

Para que negociação e crédito funcionem onchain, stablecoins podem desempenhar um papel importante como meio de troca e liquidação.

Na Robinhood Chain, um exemplo é o USDG, stablecoin emitida pela Paxos e desenvolvida para acompanhar o dólar americano. O ativo pode coexistir na mesma infraestrutura em que estão sendo desenvolvidas aplicações envolvendo Stock Tokens e outros produtos financeiros.

Isso ajuda a visualizar como as diferentes peças podem se conectar. Um ativo tokenizado pode representar exposição a um instrumento do mercado tradicional, uma stablecoin pode representar o dólar dentro da blockchain e um protocolo DeFi pode fornecer a infraestrutura para que esses ativos interajam.

O resultado é um ambiente financeiro no qual diferentes classes de ativos deixam de existir necessariamente em sistemas tecnológicos completamente separados.

Dados conectam o mundo real aos smart contracts

Existe, porém, um desafio importante: um smart contract não sabe automaticamente quanto vale uma ação, um título ou qualquer outro ativo fora da blockchain.

Para resolver esse problema são utilizados oráculos, infraestruturas que fornecem dados externos para aplicações onchain. Os Stock Tokens da Robinhood, por exemplo, contam com feeds de preço da Chainlink.

Essas informações permitem que protocolos utilizem dados de mercado para executar regras automaticamente. Em uma aplicação de crédito, por exemplo, o preço pode ser utilizado para determinar o valor da garantia, calcular limites de uma operação ou identificar quando uma posição precisa ser liquidada.

É essa combinação entre ativos tokenizados, dados e smart contracts que permite construir aplicações financeiras mais sofisticadas.

Blockchain também muda a disponibilidade da infraestrutura

Outra diferença importante está no funcionamento contínuo das blockchains. Carteiras e smart contracts podem permanecer acessíveis independentemente do horário de funcionamento de bancos e bolsas.

Isso não significa que todo ativo tradicional se transforme automaticamente em um mercado 24 horas por dia. O ativo subjacente pode continuar sujeito ao horário de negociação da bolsa, enquanto emissão, resgate e liquidez do token podem seguir regras específicas.

A diferença é que, uma vez onchain, o token passa a existir em uma infraestrutura que funciona continuamente e pode interagir com outras aplicações que também operam dessa forma.

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Mais possibilidades também significam novas camadas de risco

Combinar RWAs e DeFi não elimina os riscos existentes no mercado tradicional e ainda adiciona riscos específicos da infraestrutura blockchain.

Além das oscilações do ativo de referência, podem existir riscos relacionados ao emissor, custodiante e estrutura jurídica do token. Ao utilizar o ativo em DeFi, entram também fatores como vulnerabilidades de smart contracts, liquidez, oráculos, bridges e funcionamento do protocolo.

Em operações de crédito, existe ainda a possibilidade de liquidação automática quando o valor da garantia deixa de atender aos requisitos definidos pelo protocolo.

A regulamentação também continua relevante. O fato de um ativo existir tecnicamente em uma blockchain não significa que ele possa ser oferecido ou utilizado livremente em qualquer jurisdição.

Uma nova infraestrutura para os mercados financeiros

O ponto central dos RWAs não é simplesmente colocar ações, títulos ou outros ativos na blockchain. O verdadeiro potencial está em torná-los compatíveis com uma infraestrutura financeira programável.

Quando ativos tokenizados, stablecoins, dados de mercado e protocolos DeFi passam a compartilhar o mesmo ambiente tecnológico, surgem novas possibilidades para negociação, crédito, liquidez e desenvolvimento de produtos financeiros.

A Robinhood Chain é um exemplo concreto dessa convergência. Sua infraestrutura foi desenvolvida justamente para aproximar o mercado tradicional do ambiente onchain, enquanto os Stock Tokens mostram como exposições a ativos tradicionais podem assumir uma forma compatível com blockchain.

É nessa integração que o potencial da tokenização ganha uma nova dimensão: a Robinhood Chain fornece a infraestrutura, os Stock Tokens levam exposições a ativos tradicionais para dentro dela e o DeFi amplia as possibilidades de utilização desses ativos.

Na 4Pay, a Robinhood Chain já está entre as redes disponíveis. Atualmente, você pode comprar USDG com Pix a partir de R$50 e receber o ativo diretamente em sua carteira descentralizada pessoal, sem precisar mantê-lo sob custódia de uma corretora.

É justamente a autocustódia que permite ir além da simples compra do ativo. Com uma carteira compatível, o usuário pode interagir diretamente com aplicações disponíveis na rede e explorar as possibilidades do universo DeFi que abordamos ao longo deste artigo.

A 4Pay funciona como uma porta de entrada para esse ecossistema: conectando o Pix ao ambiente onchain e permitindo que você receba seus ativos diretamente na sua própria carteira.

Acesse a 4Pay e comece a explorar as possibilidades da economia onchain.

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