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4Pay e Nora Finance: parceria leva o Real para a blockchain com o BRS

há 11 horas

Conheça o BRS, stablecoin lastreada 1:1 no Real que leva o BRL para a blockchain

4P Finance 4P Finance

4Pay Finance agora integra o ecossistema de parceiros responsáveis pela distribuição do BRS, a stablecoin brasileira desenvolvida pela  ⁠Nora Finance e lastreada 1:1 no Real.

Na prática, a parceria conecta duas infraestruturas complementares: de um lado, a Nora desenvolve o protocolo e coordena a infraestrutura financeira por trás do BRS; do outro, parceiros como a 4Pay ajudam a conectar essa tecnologia a usuários, empresas e produtos financeiros.

Para clientes da 4Pay, isso significa uma nova possibilidade de acessar Real tokenizado diretamente na blockchain, mantendo a familiaridade de uma moeda denominada em BRL, mas incorporando características do universo onchain.

Para empresas, fintechs e negócios digitais, a integração abre possibilidades ainda maiores.

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O que é a Nora Finance?

A Nora Finance está construindo uma infraestrutura financeira focada em trazer o Real brasileiro para o ambiente onchain.

A empresa define o BRS como um “Programmable Real”, ou Real programável: uma representação digital do Real criada para circular e ser integrada a aplicações blockchain e produtos financeiros digitais.  

Diferentemente de uma corretora ou plataforma destinada diretamente ao consumidor final, a Nora declara operar em um modelo de pure issuer, concentrando-se na emissão e gestão do BRS. Segundo sua documentação, ela não oferece diretamente serviços de custódia, intermediação ou execução de ordens de ativos digitais para usuários finais. É aí que entra sua rede de parceiros.

A emissão e o resgate primários do BRS são realizados por Nora Approved Minters, parceiros credenciados e verificados. A Nora coordena a infraestrutura do BRS, enquanto seus parceiros ajudam a distribuir e integrar o ativo a diferentes produtos e serviços.

Esse modelo permite que fintechs, neobancos e outras empresas, como o caso da 4Pay Finance, construam soluções utilizando uma infraestrutura comum de Real onchain.

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O que é o BRS?

BRS (Brazilian Real Stablecoin) é uma stablecoin atrelada ao Real brasileiro.

Cada BRS busca manter uma relação de: 1 BRS = R$ 1

Segundo a Nora, o BRS possui lastro de 1:1 em Reais, reservas integrais e atestações públicas periódicas. A política de PLD/FT da empresa informa ainda que as reservas são compostas por títulos públicos federais e CDBs de grandes instituições financeiras brasileiras.  

Em outras palavras, o conceito se aproxima do que stablecoins como USDT e USDC fazem em relação ao dólar, mas com uma diferença fundamental: a unidade de referência do BRS é o Real brasileiro.

Isso permite representar e movimentar valores denominados em BRL dentro da infraestrutura blockchain.

Atualmente, a Nora informa que o BRS está ativo nas redes Ethereum e Solana, com expansão para outras redes previstas dentro do desenvolvimento do protocolo. Na 4Pay, o BRS está disponível pela rede Ethereum.

Proof of Reserves do BRS auditada pela Fact Finance. Fonte: Nora Finance.

Por que colocar o Real na blockchain?

Quando o dinheiro passa a existir dentro de uma infraestrutura blockchain, novas formas de integração se tornam possíveis.

O BRS pode ser transferido 24 horas por dia, sete dias por semana, e foi desenvolvido para ser compatível com aplicações descentralizadas e diferentes protocolos. A proposta da Nora é transformá-lo em uma espécie de infraestrutura de liquidez denominada BRL para a economia onchain.  

Isso significa que uma empresa pode trabalhar com uma unidade denominada em Real sem necessariamente limitar essa movimentação às estruturas bancárias tradicionais.

Também cria uma ponte interessante entre dois mundos que cresceram muito no Brasil: Pix e blockchain.

A própria infraestrutura da Nora contempla fluxos nos quais pagamentos via Pix podem resultar na emissão de BRS para uma carteira blockchain e, no sentido inverso, o BRS pode ser resgatado para BRL. É justamente nessa conexão que a parceria com a 4Pay ganha relevância.

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4Pay Finance + Nora Finance

A  ⁠4Pay Finance nasceu com uma proposta muito semelhante em um ponto essencial: simplificar a conexão entre o sistema financeiro tradicional e os ativos digitais.

Hoje, a plataforma permite comprar e vender diferentes ativos digitais, conectar o Pix ao mercado cripto e receber ativos diretamente em uma carteira descentralizada. A 4Pay também oferece soluções para pagamento de boletos com cripto e outras funcionalidades voltadas ao uso prático desses ativos. Além disso, é possível receber pagamentos de clientes ou pagar fornecedores em qualquer lugar do mundo.

Com a parceria, a 4Pay passa a fazer parte da infraestrutura de distribuição do BRS.

Isso significa que os clientes da plataforma passam a ter acesso a uma stablecoin denominada em Real dentro do próprio ecossistema blockchain.

Nora → infraestrutura do BRS e Real onchain.
 4Pay → conexão entre usuários, empresas, Pix e blockchain.

O resultado é uma ponte mais curta entre BRL e a economia digital.

O que muda para a pessoa física?

Para o usuário individual, uma das principais vantagens é poder manter parte de seus ativos digitais denominada em sua própria moeda.

Até hoje, boa parte da experiência com stablecoins no Brasil esteve concentrada em ativos ligados ao dólar, principalmente USDT e USDC.

Eles continuam tendo grande utilidade, especialmente para quem deseja exposição ao dólar digital. Mas nem toda operação precisa estar denominada em moeda estrangeira.

Com BRS, o usuário passa a contar também com uma representação onchain do Real brasileiro.

Isso pode facilitar a compreensão de valores, movimentações entre carteiras e interação com aplicações compatíveis sem precisar necessariamente pensar cada operação em dólares.

E, por estar na blockchain, o ativo pode ser mantido e movimentado em uma carteira compatível com a rede em que foi emitido.

Para empresas, as possibilidades são ainda maiores

É no ambiente empresarial que uma infraestrutura de Real programável pode ganhar ainda mais relevância.

Empresas digitais, fintechs, neobancos, plataformas de pagamento, marketplaces e negócios que trabalham com ativos digitais precisam constantemente construir pontes entre dinheiro tradicional e blockchain.

Normalmente, essa ponte envolve diferentes etapas, provedores, conversões e um alto custo.

Um ativo denominado em Real e integrado diretamente à infraestrutura blockchain pode simplificar parte dessa arquitetura.

Liquidação onchain em Real

Uma empresa pode movimentar valores denominados em BRL dentro da blockchain sem precisar transformar toda operação em uma stablecoin de dólar.

Isso pode ser especialmente relevante quando receitas, despesas ou obrigações do negócio continuam denominadas em Reais.

Integração entre Pix e blockchain

O Pix é uma das infraestruturas de pagamentos mais importantes do Brasil. A blockchain, por outro lado, permite movimentação global e programável de ativos digitais.

Conectar essas duas infraestruturas cria novas possibilidades para fintechs e empresas que precisam operar entre o ambiente bancário e o universo onchain.

A documentação da Nora já apresenta fluxos de mint de BRS por Pix e resgate de BRS para BRL, demonstrando como as duas estruturas podem conversar tecnicamente.  

Tesouraria digital

Empresas que já trabalham com ativos digitais podem manter parte de sua liquidez onchain denominada em Real.

Isso adiciona uma alternativa ao uso exclusivo de stablecoins dolarizadas para operações que economicamente continuam vinculadas ao BRL.

Produtos financeiros integrados

Por ser programável e compatível com aplicações blockchain, o BRS também pode funcionar como infraestrutura para novos produtos.

A Nora cita casos relacionados a pagamentos, operações de tesouraria, crédito, ativos do mundo real tokenizados (RWAs) e produtos financeiros construídos diretamente onchain.  

Isso significa que a importância do BRS não está apenas em “ter Real na blockchain”, mas na possibilidade de utilizar BRL como uma unidade nativa dentro de novas aplicações financeiras.

Operações 24/7

Blockchains não fecham às 17h, não param em finais de semana e não dependem do calendário bancário tradicional para registrar transferências.

Segundo a Nora, o BRS foi desenvolvido para permitir movimentações 24/7, com finalização em segundos, dependendo da infraestrutura blockchain utilizada.  

Para negócios digitais e empresas que operam internacionalmente, essa característica pode trazer novas possibilidades de automação e liquidação.

Stablecoin de Real não é a mesma coisa que stablecoin de dólar

Essa diferença é importante. USDT e USDC são ativos digitais que buscam acompanhar o dólar americano. Já o BRS busca acompanhar o Real brasileiro.

Portanto, os ativos atendem a necessidades diferentes.

Uma empresa brasileira pode utilizar stablecoins de dólar quando deseja manter valores denominados em USD e utilizar BRS quando precisa permanecer economicamente denominada em BRL.

Não se trata necessariamente de substituir uma pela outra. Trata-se de oferecer mais uma infraestrutura monetária dentro da blockchain.

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BRS já está disponível na 4Pay

BRS já está disponível na 4Pay pela rede Ethereum, ampliando a variedade de stablecoins e ativos digitais oferecidos pela plataforma.

Para pessoas físicas, é mais uma possibilidade de manter e movimentar valores denominados em Real dentro da blockchain.

Para empresas, fintechs e negócios digitais, a parceria representa algo potencialmente maior: uma nova infraestrutura para conectar operações em BRL ao universo onchain.

E esse é apenas um dos caminhos que surgem quando o dinheiro deixa de ser apenas digital e passa a ser também programável.

Conheça o BRS na 4Pay e descubra novas possibilidades para conectar Real, Pix e blockchain.

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