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Stablecoins: o crescimento silencioso que está redefinindo o dinheiro global

há uma hora

Da proteção cambial aos pagamentos globais, como as stablecoins ganharam escala

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Durante décadas, o sistema financeiro global evoluiu de forma incremental. Bancos ficaram digitais, cartões ficaram sem contato, transferências ficaram mais rápidas. Mas a lógica central permaneceu a mesma: dinheiro controlado por intermediários, sujeito a fronteiras, horários, taxas elevadas e políticas monetárias locais. Nos últimos anos, porém, um novo tipo de ativo começou a crescer de forma silenciosa e consistente, conectando o melhor do dinheiro tradicional com a eficiência da blockchain: as stablecoins.

Diferente de criptomoedas voláteis como Bitcoin ou Ethereum, as stablecoins nasceram com um objetivo claro: representar moedas fiduciárias — principalmente o dólar — dentro da blockchain, mantendo paridade de valor e permitindo transações globais, digitais e programáveis. O resultado é uma nova camada financeira que vem sendo adotada por indivíduos, empresas, instituições financeiras e até governos.

Em 2025, as transações com stablecoins atingiram volumes recordes, superando dezenas de trilhões de dólares movimentados ao longo do ano. Mais do que um número impressionante, esse dado revela uma mudança estrutural: stablecoins deixaram de ser apenas uma ferramenta do mercado cripto e passaram a ocupar um papel central na infraestrutura financeira global.

Neste artigo analisamos como e por que as stablecoins estão crescendo tão rapidamente, quais fatores impulsionam sua adoção em diferentes regiões do mundo, os impactos para pagamentos, câmbio e negócios internacionais, e o que esse movimento significa para o futuro do dinheiro.

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O que são stablecoins e por que elas surgiram

Stablecoins são ativos digitais emitidos em blockchain que buscam manter valor estável, geralmente atrelado a uma moeda fiduciária, como o dólar americano. Na prática, 1 unidade de uma stablecoin lastreada em dólar tende a valer sempre US$ 1.

Esse lastro pode ser garantido por reservas em moeda fiduciária, títulos públicos, instrumentos financeiros de alta liquidez ou, em alguns modelos, por mecanismos algorítmicos.

O surgimento das stablecoins está diretamente ligado a duas limitações do sistema financeiro tradicional:

Ao unir a estabilidade das moedas fiduciárias com a eficiência da blockchain, as stablecoins criaram uma ponte entre dois mundos. Elas permitem que qualquer pessoa envie, receba, armazene e utilize valor digitalmente, 24 horas por dia, sem depender da infraestrutura bancária tradicional.

Leia também: Guia Completo sobre Stablecoins, o Dólar Digital
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A explosão dos números: crescimento global em escala inédita

Os dados mais recentes mostram que o crescimento das stablecoins não é apenas consistente, mas exponencial. Em 2025, o volume total de transações com stablecoins ultrapassou US$ 33 trilhões, superando inclusive o volume combinado de algumas das maiores redes tradicionais de pagamento do mundo.

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(Fonte: https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2026/01/09/transacoes-com-stablecoins-atingem-recorde-de-us-33-trilhoes-em-2025.ghtml

Esse crescimento é impulsionado por diversos fatores simultâneos. O primeiro é a maturidade da infraestrutura blockchain, que hoje oferece redes mais rápidas, baratas e escaláveis. O segundo é a crescente confiança institucional nas stablecoins, reforçada por auditorias, relatórios de reservas e maior clareza regulatória em vários países.

Além disso, stablecoins passaram a ser utilizadas não apenas para trading ou arbitragem, mas para finalidades reais: pagamentos internacionais, remessas, liquidação entre empresas, proteção cambial, pagamentos de fornecedores e até folha salarial global.

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Adoção institucional: quando o sistema tradicional começa a integrar

Um dos marcos mais importantes da adoção global das stablecoins é o interesse crescente de instituições financeiras tradicionais. Bancos, processadoras de pagamento e empresas de rating passaram a analisar e, em alguns casos, integrar stablecoins às suas operações.

Relatórios recentes de agências de classificação de risco apontam que a tecnologia de stablecoins e blockchain pode aumentar a eficiência, a transparência e a integração entre mercados financeiros globais. Em vez de substituir o sistema existente, as stablecoins estão sendo vistas como uma camada complementar, capaz de reduzir custos operacionais e acelerar liquidações.

Esse movimento é particularmente relevante porque valida o uso das stablecoins além do ecossistema cripto. Quando grandes instituições passam a utilizá-las para liquidação e pagamentos, o ativo deixa de ser experimental e passa a fazer parte da infraestrutura financeira.

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Stablecoins como motor dos pagamentos globais

O setor de pagamentos é um dos que mais sente o impacto das stablecoins. Hoje, enviar dinheiro de um país para outro pode levar dias e envolver múltiplos intermediários, cada um cobrando sua taxa. Com stablecoins, esse processo pode ser feito em minutos, com custos significativamente menores.

Empresas globais já utilizam stablecoins para pagar fornecedores internacionais, receber de clientes no exterior e gerenciar fluxo de caixa em múltiplas moedas. Para pequenas e médias empresas, isso representa acesso a uma infraestrutura antes restrita a grandes corporações.

Além disso, stablecoins eliminam barreiras geográficas. Uma empresa no Brasil pode receber de um cliente na Europa ou na Ásia com a mesma facilidade de uma transação local, sem precisar abrir contas bancárias em vários países.

América Latina, África e Ásia: onde a adoção é mais acelerada

Embora o crescimento das stablecoins seja global, algumas regiões se destacam pela velocidade de adoção. América Latina, África e partes da Ásia concentram casos de uso intensivo, impulsionados por realidades econômicas específicas.

Em países com moedas locais voláteis, inflação elevada ou restrições cambiais, as stablecoins se tornaram uma forma prática de proteção de valor. Ao manter parte do patrimônio em dólar digital, indivíduos e empresas conseguem reduzir exposição a desvalorizações abruptas.

Além disso, em regiões com baixa bancarização, stablecoins funcionam como uma conta global acessível apenas com um smartphone. Isso amplia o acesso financeiro e reduz a dependência de instituições tradicionais.

Stablecoins e o futuro do câmbio

O mercado de câmbio tradicional movimenta trilhões de dólares diariamente, mas ainda opera com estruturas do século passado. Stablecoins introduzem uma lógica diferente: câmbio digital, instantâneo e programável.

Na prática, a conversão entre moedas pode ocorrer diretamente na blockchain, com liquidação quase imediata. Isso reduz riscos de contraparte, custos de hedge e necessidade de intermediários. Para empresas que operam globalmente, essa eficiência representa vantagem competitiva.

Com o avanço da tokenização de moedas e ativos financeiros, é provável que o mercado de câmbio passe por uma transformação estrutural nos próximos anos, com stablecoins ocupando papel central.

Desafios regulatórios e o caminho da maturidade

Apesar do crescimento acelerado, as stablecoins ainda enfrentam desafios. O principal deles é regulatório. Governos e bancos centrais buscam equilibrar inovação com estabilidade financeira, definindo regras claras para emissão, custódia e uso desses ativos.

Nos últimos anos, porém, o tom do debate mudou. Em vez de proibição, o foco passou a ser integração e supervisão. Esse movimento tende a trazer mais segurança jurídica, aumentar a confiança do mercado e acelerar ainda mais a adoção.

Outro desafio é a padronização de infraestrutura e a educação dos usuários, garantindo que pessoas e empresas compreendam riscos, boas práticas e modelos de custódia.

O papel das stablecoins no futuro do dinheiro

Tudo indica que as stablecoins não são uma tendência passageira, mas um componente estrutural do sistema financeiro do futuro. Elas combinam estabilidade, eficiência, alcance global e programabilidade, características essenciais para uma economia cada vez mais digital e integrada.

Assim como a internet redefiniu a forma como a informação circula, as stablecoins estão redefinindo como o valor se move pelo mundo. Mais rápidas que transferências bancárias, mais acessíveis que contas internacionais e mais flexíveis que sistemas tradicionais, elas criam novas possibilidades para indivíduos e empresas.

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Conclusão

O crescimento global das stablecoins reflete uma demanda clara por soluções financeiras mais eficientes, acessíveis e globais. O que começou como uma ferramenta auxiliar do mercado cripto evoluiu para uma infraestrutura de pagamentos, câmbio e liquidação em escala mundial.

À medida que instituições, empresas e usuários adotam stablecoins para usos reais, o dinheiro digital deixa de ser apenas uma promessa e passa a fazer parte do cotidiano econômico. Entender esse movimento não é mais opcional: é essencial para quem deseja operar, investir ou empreender em um mundo cada vez mais conectado.

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Fontes

Avenue – Investindo no exterior: Stablecoins
Cointribune – Relatório da Moody’s sobre finanças digitais
Exame – Cripto no Brasil e tendências institucionais
Exame – Stablecoins e o futuro dos pagamentos
Forbes Brasil – Stablecoins e o mercado cripto
Valor Econômico – Moody’s e integração financeira via blockchain
Valor Econômico – Transações com stablecoins atingem recorde em 2025