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Bitcoin a US$ 1 milhão! É possível? Veja o que precisa acontecer

há 3 dias

Especialistas projetam os cenários que podem levar o BTC a alcançar US$ 1 milhão.

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O Bitcoin já alcançou novas máximas históricas em 2025, ultrapassando os US$ 120 mil e se consolidando como o principal ativo digital do mundo. Mas para onde pode ir a partir daqui? Será que realmente veremos o BTC atingir US$ 1 milhão por unidade, como preveem nomes influentes do mercado?

Neste artigo, exploramos os principais fatores que podem impulsionar essa trajetória, desde a escassez natural do Bitcoin até o crescimento da adoção global, passando por previsões ousadas de grandes investidores e empresas. Também mostraremos projeções de quanto valeria um investimento feito hoje, caso o ativo chegue à marca de 1 milhão de dólares.

Escassez: o fator mais sólido da tese do Bitcoin

Um dos pilares do Bitcoin é sua escassez programada. Diferente das moedas tradicionais, não pode ser emitido livremente: o limite máximo é de 21 milhões de unidades.

Hoje, cerca de 94% do suprimento total já foi minerado. Desde o halving de abril de 2024 — evento que reduz pela metade a recompensa dos mineradores — apenas 478 novos bitcoins entram em circulação por dia.

Esse ritmo é pequeno diante da crescente demanda. Para comparação, os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registraram, em média, US$ 150 milhões de entrada líquida por dia em 2025, mesmo após uma leve desaceleração recente. A escassez não garante, por si só, que compradores pagarão mais caro, mas dá uma base matemática sólida para a tese de valorização.

Segundo Adam Back, CEO da Blockstream, esse fator pode ser “um dos motores para que o Bitcoin chegue a US$ 1 milhão nos próximos anos” (Fonte: Exame).

Leia também: Efeito do Halving de 2024 e Implicações para o Futuro
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Adoção global em crescimento

Segundo dados recentes, 6,8% da população mundial já possui criptomoedas, o que equivale a mais de 560 milhões de pessoas. O número impressiona, mas representa ainda um espaço enorme de crescimento, dado o CAGR (taxa composta de crescimento anual) de cerca de 34%.

Esse ritmo sugere que, se mantida a tendência, em poucos anos bilhões de pessoas poderão ter algum tipo de exposição a ativos digitais — impulsionando a demanda pelo Bitcoin como principal representante do setor.

Adoção Institucional em massa

Nos últimos anos, vimos uma verdadeira corrida institucional para o Bitcoin. Desde a aprovação dos ETFs à vista de BTC nos EUA, até a entrada de grandes fundos de pensão e agora os planos de aposentadoria 401(k) podendo investir diretamente em cripto, o movimento é claro: o BTC deixou de ser visto apenas como ativo especulativo e passou a ser considerado reserva de valor de longo prazo.

Segundo dados da Nasdaq, o mercado de 401(k) ultrapassa US$ 12,5 trilhões. Se apenas 1% desses recursos fossem alocados em Bitcoin, estaríamos falando em US$ 125 bilhões de entrada nova — capital suficiente para impulsionar o preço a patamares nunca antes vistos.

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Catalisadores: quem aposta em 1 milhão de dólares

A possibilidade de o Bitcoin atingir 1 milhão não é apenas um devaneio de entusiastas. Grandes nomes do mercado já manifestaram suas projeções:

Esse consenso crescente entre investidores renomados e empresas gigantes envia um sinal claro ao mercado: o Bitcoin está sendo visto não apenas como especulação, mas como um ativo estratégico de longo prazo.

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Crises globais e a busca por proteção

Outro catalisador histórico para o BTC são as crises financeiras e geopolíticas. Com a desvalorização de moedas como o real, a lira turca e o peso argentino, o Bitcoin tem sido usado como uma alternativa de proteção contra a inflação.

Robert Kiyosaki afirmou em entrevista que vê o BTC a US$ 1 milhão em poucos anos justamente porque “as moedas fiduciárias estão em processo de colapso” (Fonte: Gizmodo Brasil).

Larry Fink, CEO da BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo, expressou recentemente um posicionamento favorável ao Bitcoin.

Paul Tudor Jones, um investidor renomado de Wall Street, declarou em 2020 que via o Bitcoin como um ativo importante em um portfólio diversificado, especialmente para proteger contra a inflação. Ele comparou a compra de Bitcoin à compra de ações de tecnologia nos anos 90, sugerindo que essa classe de ativos pode ter um crescimento exponencial a longo prazo.

Leia também: Quanto R$ 10 mil em Bitcoin renderiam após 10 anos de valorização?

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Strategy: exemplo prático de aposta corporativa

A Strategy (antiga MicroStrategy), comandada por Michael Saylor, é o caso mais emblemático no mundo corporativo sobre como usar o Bitcoin como reserva de valor. A companhia acumula hoje 628.946 BTC em tesouraria, avaliados em aproximadamente US$ 76 bilhões (R$ 414 bilhões) aos preços atuais — o equivalente a quase 3% de todo o suprimento máximo que poderá existir na rede.

A empresa adquiriu seus bitcoins a um custo médio de US$ 73.288 por unidade, somando cerca de US$ 46,1 bilhões em investimentos totais (incluindo taxas e despesas). O resultado dessa estratégia foi tão expressivo que, no 2º trimestre de 2025, a Strategy registrou um lucro líquido recorde de US$ 10 bilhões, impulsionado por US$ 14 bilhões em ganhos não realizados com a valorização do BTC.

Hoje, a Strategy não apenas se consolidou como a maior detentora corporativa de Bitcoin no mundo, mas também construiu um modelo de negócios em torno da securitização da criptomoeda, emitindo dívidas para financiar novas compras. Todas as aquisições são divulgadas publicamente em seu site oficial (Strategy Purchases).

Se o Bitcoin atingir US$ 1 milhão, o estoque da companhia poderá transformá-la em uma das empresas mais valiosas do planeta, sendo referência para outros grupos que avaliam destinar parte do caixa ao ativo digital.

No Brasil, o exemplo já começou a ser replicado. A Méliuz, empresa de cashback listada na B3, anunciou em junho de 2025 a compra de R$ 158,3 milhões em Bitcoin. A notícia impulsionou suas ações, que subiram mais de 111% em apenas três meses, mostrando como o mercado brasileiro também enxerga o BTC como uma reserva de valor estratégica.

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Fontes: https://99bitcoins.com/br/noticias/bitcoin/strategy-completa-5-anos-comprando-btc-e-faz-nova-aquisicao/

https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2025/06/23/mliuz-compra-r-1583-milhes-em-bitcoin-aes-sobem-mais-de-111-pontos-percentuais-em-trs-meses.ghtml 

A teoria da “compra governamental”

Um estudo do Policy Institute sugeriu que se os Estados Unidos adquirissem 1 milhão de BTC como reserva estratégica, isso poderia, por si só, elevar o preço do ativo a US$ 1 milhão (Fonte: CoinMarketCap Academy).

Embora essa hipótese seja vista como improvável no curto prazo, ela demonstra o impacto descomunal que uma movimentação desse porte poderia gerar.

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O lado cético: será que é realista?

Nem todos acreditam que o Bitcoin chegará tão longe. Analistas mais conservadores apontam que, para o BTC atingir US$ 1 milhão, sua capitalização de mercado teria de superar a soma do ouro, da prata e de várias das maiores empresas globais.

Além disso, fatores como regulações mais rígidas, maior concorrência de outras criptos e mudanças tecnológicas podem desacelerar esse crescimento. Ainda assim, mesmo os céticos reconhecem que “o caminho do zero é praticamente impossível” (Fonte: InvestX).

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Leia também: Bitcoin alcança nova máxima: Qual é a projeção para 2025 segundo especialistas?

O que isso significaria na prática?

Caso o Bitcoin alcance US$ 1 milhão, seu valor de mercado ultrapassaria os US$ 20 trilhões, colocando-o no topo dos maiores ativos globais. Isso transformaria o BTC em uma das principais reservas de valor da economia mundial.

Para se ter uma ideia, veja a que preço o Bitcoin precisaria chegar para ultrapassar os maiores ativos do planeta em valor de mercado:

Preço do Bitcoin

Ativo ultrapassado

Market Cap aproximado

US$ 123.000

Google (Atual n.5)

US$ 2,42 trilhões

US$ 158.000

Apple (Atual n.4)

US$ 3,33 trilhões

US$ 191.000

Microsoft (Atual n.3)

US$ 3,76 trilhões

US$ 217.000

Nvidia (Atual n.2)

US$ 4,27 trilhões

US$ 1.115.000

Ouro (Atual n.1)

US$ 22,67 trilhões


Esses números mostram que, embora a marca de US$ 1 milhão pareça distante, o BTC já está no caminho de rivalizar com as maiores empresas do mundo. O último passo seria superar o ouro — o ativo considerado reserva de valor há milhares de anos.

Atualmente, o Bitcoin tem cerca de 10% do valor de mercado do ouro. Se alcançar metade da capitalização do metal (cerca de US$ 11,3 trilhões), seu preço pode chegar a aproximadamente US$ 540 mil. Caso atinja a paridade com o ouro, o valor por BTC passaria de US$ 1 milhão.

Fonte: https://companiesmarketcap.com/assets-by-market-cap/ 

Simulação prática: quanto valeria seu investimento?

Mesmo com o BTC já próximo de US$ 120 mil, a perspectiva de chegar a 1 milhão ainda abre oportunidades significativas. Veja simulações:

Investindo US$ 100 hoje → valeria cerca de US$ 833.

Investindo US$ 1.000 hoje → valeria cerca de US$ 8.330.

Investindo US$ 10.000 hoje → valeria cerca de US$ 83.300.

Esses exemplos mostram que, mesmo pequenas alocações, podem trazer retornos relevantes se o cenário otimista se concretizar.

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Leia também: Autocustódia de cripto: por que é mais segura do que deixar na corretora

Conclusão

O sonho de ver o Bitcoin valendo US$ 1 milhão pode parecer distante, mas os fatores que sustentam essa possibilidade estão cada vez mais claros: escassez, adoção institucional, crises monetárias e interesse global crescente.

Se vai acontecer em 2029, 2035 ou mais adiante, ninguém pode prever com exatidão. O que é certo é que o Bitcoin já se consolidou como uma das mais importantes inovações financeiras da história — e seu caminho de valorização continua sendo acompanhado de perto por investidores de todo o mundo.

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